Caminho de Assis   Cidades do Caminho

”Vade Francisco et repara domum meam”

Link: Vita e opera di Francesco

Caminho oficial de Sao Francisco de Assis .. et Santo Antonio

1) - Imagem de um peregrino, em frente à Basílica de Assis 2) - Assisiana ... documento oficial, emitido pelos frades do Sacro Convento

Porque..... um caminho franciscano na Itália?

São Francisco e Santo Antonio, o Seráfico fundador e o Douto Apóstolo (meo episcopus) da ordem franciscana, são duas figuras imensuráveis que puseram em marcha uma perpétua corrente de espiritualidade e simplicidade, uma fonte inesgotável para todos os que sofrem de dúvida existencial.

Sobre estas bases, nasce a necessidade de oferecer um Caminho que acolha a nova exigência espiritual, a qual, diferentemente do passado, é uma busca em “movimento” onde o peregrino, pessoalmente, quer explorar experiências originais, para abrir-se à compaixão daquele Amor “que move o sol e as estrelas”.

Aparentemente o objetivo do peregrino é caminhar até Assis, mas na realidade, mergulha dentro de si próprio para unir-se ao seu “Eu” divino oculto. O Caminho de Assis não é um caminho projetado, ordenado, como se poderia pensar, mas sim a junção de curtas peregrinações tradicionais que já existiam em âmbito local. (Assis, La Verna, La Casella, Cerbaiolo, Montecasale, Montepaolo), ligados a devoções peculiares, que revividos nesta dimensão, irão relançar a busca interior, revivendo hoje a essência da doutrina de Francisco; também para que não sejam somente as antigas pedras do caminho a darem testemunho ao forasteiro de seu Magistério, senão que se renove ao longo do caminho e na própria comunidade de Assis, a original fraternidade franciscana.

A cidade de Assis será elevada a “Ponto de Convergência Universal” pelos homens de boa vontade, transcendendo assim qualquer distinção de culturas e credos, em coerência com os princípios fundadores de cada verdadeira religião.
A agulha da bússola que te orienta pelo Caminho de Assis.

Iteneràrio clàssico, recomandato pàra:

0. Rifugio Benedetta Bianchi Porro di Dovadola Rifugio 

1. Dovadola - S. Valentino Km 21

2. S. Valentino - Premilcuore Km 21

3. Premilcuore (Cà Ridolla) - Corniolo Km 18 

4. Corniolo - Camaldoli Km 22

5. Camaldoli - Biforco Km 19

6. Biforco-La Verna Km 9

7. La Verna-Caprese Michelangelo Km 23

8. Caprese Michelangelo - Sansepolcro Km 25

9. Sansepolcro - Città di Castello Km 29

10. Città di Castello - Pietralunga Km 30

11. Pietralunga - Gubbio Km 27

12. Gubbio - Valfabbrica Km 34

13. Valfabbrica - Assisi Km 16

Santuario di Canindè

Origem da cidade

A história da cidade de Canindé está entrelaçada a devoção a São Francisco das Chagas. Ainda em 1758 houve missões dos terciários franciscanos nesses sertões. Há registros de que, em 1764, o lugar já era habitado e dividido em latifúndios, onde eram exploradas a criação de gado e a lavoura. No ano de 1775, o sargento-mor português, Francisco Xavier de Medeiros, historicamente reconhecido como fundador do povoado, estabeleceu-se às margens do Rio Canindé, onde iniciou a construção da capela dedicada a São Francisco das Chagas, contando com o auxílio de habitantes locais.

O terreno onde a capela já estava sendo erguida era situado em terras não demarcadas, porém, teve posse reivindicada por três irmãos fazendeiros, tendo de ser interditada por ordem judicial. Além disso, a seca dos três sete, referente ao ano de 1777, também foi razão para a interrupção das obras até 1793.

A Capela de São Francisco

Com a doação das terras e com a retomada da construção no ano 1796 definitivamente a capela foi concluída e inaugurada, tendo como primeiro responsável o padre João José Vieira. Além disso, o Capitão Jerônimo Machado doou a imagem grande de São Francisco, localizada no altar principal.

Assistência religiosa na cidade

No início do século XIX, grandes romarias e festejos em homenagem a São Francisco já eram tradicionais, impulsionando o povoado ao desenvolvimento. Devido à importância do culto à religião, no dia 30 de outubro de 1817, El Rei D. João VI elevou a antiga capela à categoria de igreja matriz, a qual o primeiro vigário, Padre Francisco de Paula Barros, tomou posse no ano seguinte.

Da vila à emancipação de Canindé

Em 1818, o povoado de Canindé havia sido elevado à categoria de vila, quando também foi demarcado seu território às margens do rio que nomeou o lugar. Politicamente, obteve sua emancipação após o presidente da província do Ceará, Ignácio Correia de Vasconcelos, ter dividido o território provinciano. Em 25 de agosto de 1914, conforme a Lei Estadual nº 1.221, a Vila de Canindé passou à cidade. Pela Lei nº 1.190, de 5 de agosto daquele mesmo ano, a antiga denominação de Intendência foi substituída por Prefeitura, sendo nomeado primeiro prefeito Antônio Monteiro Filho, conhecido popularmente por Sitônio Monteiro.

Manifestação de devoção e fé

Atualmente a Festa de São Francisco de Canindé é um dos mais importantes eventos do calendário religioso nordestino, realiza-se na Praça do Romeiro, um gigantesco anfiteatro ao ar livre, com capacidade para abrigar aproximadamente 110 mil pessoas, concluída e inaugurada em 1999.

Outros eventos também ganham destaque na Praça dos Romeiros, como a coroação de Nossa Senhora, no último sábado de maio e a Solenidade do Natal do Senhor, no dia 24 de dezembro.

A mística franciscana envolve a cidade e o Santuário e milhares de devotos vem a essa região onde também preferiu situar-se São Francisco de Assis ou das Chagas, para que assim seu irmãos, devotos pudessem ter um contato mais próximo com Deus, por intercessão do santo amado e assim agradecer, pagar promessas e fazer novos pedidos. Muitos acreditam na presença viva de São Francisco, de fato ele está vivo no coração de cada devoto que acredita no santo simples, pobre e humilde, chagado pelas Santas Chagas de Cristo. É assim que se identificam os devotos de São Francisco.

 

Links per conoscere: L'opera di San Francesco

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